sábado, 14 de junho de 2014
(latim febris, -is)
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Friday the 13th
Bom, tiro o foco deles para confessar que vim mais arrumado que de costume porque entendo o tom solene de nosso encontro. E trago más notícias.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Das nossas escolhas
Essa história de culpar o tempo já deu.
Eu já estou ciente de que existem infinitos universos nos quais me desdobro em muito mais do que eu sou aqui e agora; e sim, acredito que algumas curvas temporais tendam mais à minha realidade/atualidade que outras. Ha. Me conte uma novidade.
A questão é que nossas escolhas – pelo menos as minhas, meu caro – não são carrascos. Me recuso a vê-las como tal. Nossas escolhas são portas. Atalhos, muitas vezes acidentais, que dia sim dia não me levam a caminhos que evitam as coisas para as quais eu não estou pronto.
Com exceção da morte, anjo, tudo, tudo, tudo pode mudar. A vida se chama vida por conta desta condição. E eu vejo, eu sinto, e eu vivo a liberdade de encontrar mais à frente as portas que passaram por mim fechadas – as que deixei fechadas propositalmente. As coisas são assim. Ponto. E os corredores dessa vida podem ser todos construídos por números, porque números permeiam suas medidas e suas estruturas, seus pesos e seus equilíbrios. Seus limites. Números preenchem tudo o que me cerca, mesmo que eu nunca os tenha visto, ou tocado neles como em seus cabelos.
Acontece que os corredores da vida não são lineares, eles são fluidos; e se alteram a cada segundo, a cada tomada de ar que preenche meus pulmões. E sua ordem é constantemente alterada por palavras, porque as palavras não são apenas ventos e sons. Elas são pedaços de nós que mudam o mundo. Elas nos tocam, e nos movem e alteram tudo o que nos cerca, chegando ao ponto absurdo de destrancar as portas que deixamos fechadas no passado, trazendo-as novamente ao presente, sem chaves ou cadeados. Palavras são as mãos da nossa alma, e saber utiliza-las é saber comandar os quatro ventos e os sete mares. O tempo é pura ilusão. Não existe olhar pra trás. Apenas olhar pra frente renovando tudo que te permeia, tudo que te corta.
Eu não tenho essa fé superficial que se apoia apenas num deus. Para mim o mundo vai além da criação de um homem que quer ver seus filhos bem sem fazer nada para evitar suas lutas e suas dores. Eu tenho fé num destino que costura nossas escolhas uma a uma, como um lindo colar de pérolas. As escolhas erradas que fiz existiram para que as mais certas fossem feitas depois. Não há arrependimento, não há pena ou a amargura de nada poder ser feito. Meu mundo é guiado pela vontade e pelo carinho que os corações merecem.
Nossas escolhas são portas, jamais demônios. Jamais rochedos eternos impenetráveis.
Acredite.
domingo, 23 de março de 2014
Porém em Ré menor
Isso sempre me pega.
Mas esses aplausos e esses gritos me fazem continuar.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Carnaval
- ... Achei que ele tinha voltado pra árvore mágica.
segunda-feira, 3 de março de 2014
Sobre Montanhas e Palavras
Que bobo, né.
Ouvi que se você quisesse me dedicar poesias ao pé do ouvido você já o teria feito; e que seu silêncio é maior que tudo isso aqui. Maior que a gente.
Elas estavam aqui dentro, em algum lugar. E as movi de forma que meus pés se fincassem no chão, e preso fiquei. Com o mundo se virando
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Lovely day
Foda-se mercúrio e essa mania de ser retrógrado. Foda-se marte em vênus ou seja lá o movimento que for que venha me prometer alívio. Que a maluca que me alimenta com essas coisas exploda em Urano. Que venha o inferno que for. Estou pronto.
Quero que meu salário se foda, que meu trabalho se foda. E pouco me importa se vão aprender a porra da voz passiva ou a caralha do presente perfect. Eu. não. ligo.
Quero que as reels e as jigs e a porra do Paddy's day se fodam. E todos os melhores violinistas do planeta podem estar aqui no país, na cidade ou na porra do meu bairro. Eu não ligo e não poderia me importar menos. Podem bater à minha porta - derruba-la, se for o caso - não movo um fio de cabelo em direção alguma. E nem é por falta de força - se trata precisamente do contrário.
E ligo menos ainda para você. E quero que você, mais que tudo isso, se foda.
Se foda e leve contigo esse poder incrível de simplesmente ignorar o mundo que dediquei à você. Ou o mundo em si. Aliás, que esse mundo se foda também.
E estou aqui puxando essas placas, me lançando nesses ferros com uma fúria que poucas vezes vi em mim. E tudo que eu consigo pensar é que para isso sim, eu ligo. Eu estou pouco me fodendo para você e seu olhar cínico. E pouco me importa se o próximo show da banda vai lotar ou não, se vou ganhar dinheiro ou não. Se esse cabelo ridículo vai crescer ou cair. Foda-se se tenho cabelos brancos. E que se foda também esse calor escroto, os babacas do francês, os memes, Bolsonaro e toda a corja de homofóbicos que enchem esse país. Que morram. E pouco me importa o almoço de hoje, a ausência da minha voz e a bateria do celular. Quero mais é que se foda.
Me moldo a ferro e sal. Fogo e suor.
Dessa vez eu vou destruir, meu amigo, porque a raiva às vezes alimenta também.
E hoje, fora isso, quero mais é que se foda.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Torpor
Entorpecido, mergulhado em águas russas, afundo nas cobertas para deixar o que resta da noite para trás. A tontura temperada com saudades aleatórias me impede de segurar toda a correnteza prestes a perder o controle. Um gesto é tudo o que ocorre; Minha própria mão momentaneamente mostrando um flash das minhas verdadeiras cores, sempre tão bem guardadas. Uma fraqueza tola, entregando tanto por nada. Não é estranho quando nossos feitiços não surtam efeito?
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Bound to Get Burned
Sim, eu sou muito estranho. Eu vejo todas essas nuvens - exatamente nesse asfalto molhado - e sou interrompido por golpes violentos de pedaços de pensamentos. Uma bola arremessada. Pessoas aos montes e Ipanema ardendo em 50º numa tarde de janeiro. Seu rosto sério, seus passos leves, mas decididos... Sons e pedaços de conversas - suas frases. O mundo inteiro nesse momento é uma afronta a você e seus dias de sol, certo? Tento imaginar sua voz culpando bem baixinho a vida por esse tempo, fazendo suas contas astronômicas e desejando o sol com força, mesmo sabendo que todo esse brilho existe porque ele está ali, atrás das minhas nuvens. Tenho tanta inveja desse tal de sol. Sempre quente, forte e decido. A nota perfeita para a canção vermelha que é essa cidade e suas maravilhas, sempre tocando em cada parte do seu corpo, escorrendo com sal e areia ardente. Perfeição. Esse misto de raiva e tristeza encontra conforto nesse meu cinza. Ele é uma ofensa a você e seu calor - como um falso xeque-mate que me sacia momentaneamente. E eu não sei, talvez eu espere que você, ao fugir dessas gotas e ignorar essas nuvens, lembre de mim. Ainda que não com a mesma força de antes. Essa força que eu desejo a cada dia, irmã dessa vontade de poder controlar quem eu sou e mudar cores sobre as quais não tenho controle algum. Essa vontade de virar sol e mar; areia e sal - tudo isso que você tanto ama.
E daí eu desisto mais uma vez.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Vênus em Gêmeos
Seria a paz que nunca tive.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Sobre Cores e Formas

Eu já havia visto que por mais que eu tentasse, a luz que eu antes via não estava mais ali. Se a culpa é sua ou minha, não sei. Você tem suas razões - suas próprias cores.
Só não me peça para afogar aquilo que é naturalmente mágico, por menor que seja.
Com isso, meu caro, não sujarei minhas mãos.
quarta-feira, 21 de março de 2012
O Menos Etéreo (ou o 6º sobre aquele tema...)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Masquerade

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
When dreams won't do

quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Das estrelas que não caem

domingo, 28 de agosto de 2011
Platônico

Neste momento, o celular nada mais é do que um escudo. Digito mensagens para ninguém e leio mensagens recebidas há dias, evitando e desejando seus olhos sobre mim. Que ironia de mentira, te encontrar aqui. Eu sabia que isto ia acontecer e eu vim mesmo assim. Eu quis essa ironia. Óbvio. Sou bobo e inseguro e fofo de mais, mas sei o que quero e quando quero. E hoje, meu caro, eu queria mesmo era ler todos os seus pensamentos. Ler todos os livros que você já leu e ouvir todas as músicas que te acalmaram em noites frias e quentes. Alegres ou silentes. Quase consigo ouvir suas letras, mas sempre à distância, nunca perto ou visível, como agora. Devo sorrir? Não. Eu preciso focar na conversa sobre o frio, no papo sobre a Itália. Nas vozes que já coloriam minha vida muito antes de você e seu silêncio.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Do dia em que quase morri
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Desajeitado

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Leonardo, o óbvio
Como se já não bastasse a aliança dourada no dedo e suas roupas sociais de escritório, ele também tinha que segurar um dos principais símbolos da vida adulta: um jornal.O óbvio tem um limite.
E a diferença torna o único perfeito e faz do todo algo valioso.






