sexta-feira, 4 de março de 2022

4-03-2022 Aparente tentativa de amparo, picos de consciência

 O primeiro sono foi marcado por sonho onírico sem muito sentido que não cabe relatar aqui.

Após levantar, beber uma água, dar ração à gatinha etc, voltei a deitar e caí no segundo sono, onde coisas interessantes aconteceram.

Comecei com um sonho normal - com cenário recorrente - na minha antiga escola. Dessa vez eu estava como eu mesmo, tendo minha idade e apenas observando o quão decadente a escola estava: meio zoneada, desorganizada. Eu estava como um observador, entrava em umas salas, via pessoas reunidas para reunião de pais, via alunos... E em sonho ainda lembro de falar muito mal da escola em si, mas elogiar de leve professores e inspetoras.

Num dado momento minha lucidez simplesmente abriu, me dei conta de que não estava no físico e tentei observar o máximo de detalhes que conseguia. Cheguei a um ponto do andar em que eu estava, meio ansioso com medo de perder a lucidez, olhei a vista lá de cima e estranhei que a escola não parecia estar em seu bairro original aqui no físico.

Andei pelo espaço da escola, e no caminho para o que eu *acho* que eram os fundos consegui voar em vez de andar. Cheguei a pensar "opa, aqui é possível voar." (o que mostra que talvez não estivesse num local muito pesado) e fui explorando o espaço, que a essa altura não me parecia mais a escola.

Enfim, no que entrei num corredor voando, vi ao final dele, lá ao longe, vindo de uma névoa, algumas silhuetas que me provocaram medo e me fizeram dar meia-volta e retornar. A partir daí minha lucidez falhou e o que tenho são recortes:

Havia três moças com raiva, não sei extamente do que. Elas estavam sentadas em três cadeiras; e elas vieram desse corredor que falei, com certeza. Eu agora não sei se eu queria afastá-las (me proteger) ou ampará-las, mas eu entoava um mantra (Om Mani Padme Hum) e elas não gostavam nada disso.

Não senti o retorno clássico ao corpo, mas em diferentes momentos eu tive o ímpeto de olhar para as mãos ao me dar conta de que não estava no físico. Em diferentes momentos em tentava me manter lúcido, fosse focando nas mãos, fosse focando em coisas como plantas ou portas, qualquer detalhe que focasse minha visão.

 Isso é interessante porque venho fazendo esse reality check ao longo do meu dia, me perguntando se estou dormindo ou acordado, e isso acaba vazando pro lado de lá. Eu nunca sei quem ou o quê vai me fazer despertar.

No mais, feliz de ter experiências seguidas em um curto espaço de tempo. Que continue assim.



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