terça-feira, 6 de agosto de 2019

6/08/2019

Things might be picking up again.

Terceira sintonização no reiki há algumas semanas não me trouxe efeito colateral algum. Dias normais passaram e hoje à noite meditei e limpei as energias do meu quarto. Ao deitar, decidi fazer a movimentação energética do Saulo Calderon (técnica 3) e em menos de dez minutos minhas mãos estavam muito quentes e eu senti que poderia ousar mais: pulei para os áudios de sons binaurais e após alguns minutos decidi tentar a técnica da corda.

Para minha surpresa meu coração - na verdade meu peito inteiro, ao que parece - se agitou muito. Quando eu digo muito, quero dizer eu-acho-que-meu-coração-vai-literalmente-explodir muito; e não apenas um coração acelerado. É algo muito forte e, infelizmente, assustador.

Abortei a técnica e fui dormir, tive uma noite intensa de sonhos dos quais me lembrei a maior parte em detalhes.

Oh well.

terça-feira, 18 de junho de 2019

18/06/2019

Eu estava voando em um lugar que parecia ser uma cidade antiga. Claramente um sonho. Tenho vaga memória de pessoas vestindo algum tipode vestimenta religiosa.

Ao voar em direção a um longo e redondo pátio,ganhei alguma consciência. Foi o tempo de pensar acordei, porra! E vrum: estava em meu quarto, sem enxergar nada, no escuro. A sensação, novamente, era de estar subindo e descendo, como alguém que não tem noção de espaço, tentando se mover sem enxergar. 

sábado, 1 de junho de 2019

1/06/2019

Essa manhã acordei e tentei um relaxamento profundo ouvindo sons binaurais. Atingi um certo estado hipnagógico e depois de um tempo desisti e virei de lado para dormir, porém focando em manter a mente acordada (a dificuldade em ‘apagar’ em decúbito dorsal é real).
  
Após alguns momentos, vieram as vibrações leves e um desprendimento. Porém às cegas, novamente... Dessa vez tentei manter mais a calma e analizar a situação. Não estava completamente solto, e quando consegui enxergar algo era muito confuso, como se fosse uma várias telinhas, cada uma mostrando um ângulo diferente: parte da cama, parte da parede, parte da coberta.

Ainda assim, sucesso. Pelo menos parcial.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

24/05/2019

Saí do curso feliz, sentindo minha cabeça leve e a mente solta - provavelmente por conta da sintonização realizada. Tomando um café com meu namorado, ri bastante, satisfeito. Um típico sábado, uma tarde gostosa. Segui para casa, e tudo estava tudo bem. Na outra vez, na minha primeira sintonização do reiki,  senti forte dor de cabeça por várias horas. Essa claramente era  tranquila. Ou parecia.

Dentro de mais ou menos uma hora, depois de um bom banho, chegou o sono inevitável. Como um imã, fiquei em minha cama, dividido entre ir pra social com meus amigos e ficar onde estava e apenas apagar - algo ironicamente impossível apesar do peso no corpo. Eu estava oficialmente derrotado, com o corpo lento e a sensação concreta do que estava para ocorrer. Era natural que as movimentações energéticas do dia me afetassem, mas tão rápido? Dessa forma?

Deitei de bruços pela quarta vez, decidido a apagar. Sinto minhas mãos formigando. Tento focar. Os meninos estão no quarto ao lado jogando vídeo-game. Barulho. Formigamento. Vão fazer minha caveira se eu não for pra social. Formigamento. Alguém perdeu no jogo. Formigamento. Peso no braço direito. Formigamento. Eles berram mesmo. Formigamento. Então escorreguei. Assim, como quem cai num buraco. Deslizei para o meu lado esquerdo, como alguém que não soube se segurar. Choque.

Quando eu tinha dezoito para dezenove anos, decidi um dia tentar induzir uma projeção astral. Já havia tido algumas experiências impactantes (procurar a tag Oníricos aqui no blog), todas espontâneas até então. Aquele dia decidi ver qual é: peguei meu pentagrama e amarrei no pulso (rs), botei meu CD de relaxamento e respirei, respirei... Visualizei bolas de energia, lancei-as pra cima e pra baixo por não sei quanto tempo; e quando ia começar a dormir, ouvi meu coração. Após alguns momentos, ele cresceu. E cresceu mais. E se transformou num tambor cada vez mais alto, culminando num woosh coroado por um silêncio absoluto. E lá estava eu, fora do meu corpo.

Naquela tarde vi que tudo era real. Pensei em ir para cima e subi. Encostei no teto da beliche, mentalizei descer, desci e voltei. Levantei satisfeito. Havia deitado, passado por isso e levantado. Tudo sem interrupções na minha consciência. Chocado com meu sucesso, mas não surpreso. A vivência traz essas coisas.

Mas aqui, não. Hoje, o choque é outro. Cresci ouvindo relatos de sons intracranianos, estalos, vibrações... E minhas experiências sempre haviam sido silenciosas. Eu sempre despertei já do lado de fora, com exceção daquela tarde. Até hoje, anyway.

Ao deslizar me senti caído num poço de energia elétrica, algo que tomou conta de todo meu corpo de forma muito forte. Não se trata de uma energia que subia ou descia, ela estava toda ao meu redor, passando por dentro de mim. Eu era essa energia. A sensação é que eu estava girando. Ou algo dentro de mim estava. Wommm wommm wommm, vvvvvvvvvvvvvvv - uma turbina de avião dentro da minha cabeça - vvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvv wommm wommm wommm. vvvvvvvvvvvvvvvvvvvvv. Uma panela de pressão, sem a pressão.  O som era estupidamente alto, maior que eu. Maior que meu quarto. Havia um som mais agudo também, dentro da minha cabeça.

Quisera eu poder dizer que corri dessa situação porque achei que fosse morrer, que meu coração ia parar. Ou talvez me esconder atrás dessa turbina imensa que soava em minha cabeça. Não. Toda essa experiência foi perdida por conta de três letrinhas. Três adagas que ecoaram dentro da minha cabeça, vindo de fora.

Equanto eu tentava me situar em meio a tudo aquilo, elas vieram. Encobertas por voz masculina assertiva, direta, seca, que me disse: sai.

Sai, como alguém que está sem paciência ao ver uma criança não conseguir um problema muito simples. Sai, me foi dito uma segunda vez. Aquilo realmente estava acontecendo. Era um homem ao lado da cama? Era alguém atrás de mim?

Essas questões - nah, essa questão - é algo que me permeia desde sempre. Nela, medo e fascínio, vulnerabilidade e ego, andam de mãos entrelaçadas. Em poucos meses de volta ao estudo e às práticas tive acesso apenas a algumas catalepsias e uma saída « às cegas »; então por um lado meu medo e meu choque podem ter um fundamento e fazer sentido. Mas a verdade é que a frustração de ter corrido do estado vibracional é maior. Após tantos anos, cheguei à porta dessa realidade que tanto me chama, desde sempre... e fugi.

Ouvi a fatídica frase pela segunda vez e imediatamente foquei nos dedos dos pés e recuperei meus movimentos, ainda um pouco tonto. Assustado. Imediatamente arrependido de não ter mantido a calma. Imediatamente arrependido de ter chamado meu namorado, a essa altura rindo do que eu tentei relatar.

Por um lado, o arrependimento; por outro, a alegria de ter dado um passo a mais na direção que desejo.

Na próxima vez, eu saio. Mesmo.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

16/05/2019 - Quase-EV

Deitei e segui a técnica 3 (gangorra energética).

Tudo certo, apesar de certa pressa. Como já previa, sentiria vontade de ir ao banheiro (muita água rs). Persisti ao máximo, consegui pulsar tudo, limpar o que senti que precisava e antes mesmo de chegar à limpeza do frontal arrisquei mentalizar alguns movimentos.

Senti meu corpo se mover de um lado para outro de leve; e ao arriscar mais, senti esse movimento cada vez mais rápido (mas não muito). Sabia que logo levantaria para me arrumar para o trabalho - e para o bendito xixi - então já considerei tal movimentação energética uma vitória e levantei feliz.

sábado, 4 de maio de 2019

4/05/2019 - Frontal Fechado

4/05/2019 - Sábado - 15:00 p.m.

Já se foram dois meses desde a volta. Vídeos e nomes mil. Dois livros já lidos de cabo a rabo e mais dois rolando no momento.

Tardes e tardes, noites e mais noites de exercícios que fiz intuitivamente com base na época em que eu nem sabia direito o que estava fazendo.

Após uma hora de exercício guiado, desisti por falta de resultados e me virei para dormir. Enquanto aguardava meu sono - quando já estava prestes a adormecer - escorreguei. Para baixo da cama.

Tentei me locomover, senti que conseguia subir e descer, dentro de um certo raio. Quase um peixe em um aquário.  Quis voltar e retornei.

Tudo no escuro total, algo bem peculiar para um sábado à tarde.

Semana passada conseguia ver o chão ao lado da cama, o case de violino aberto no chão (achei que era uma gaveta aberta), mas não me movia.

Sucesso, anyway.


domingo, 21 de janeiro de 2018

You Learn



29/12/2017

A única que vez que me senti assim foi nunca.

Ou talvez no dia em que soube que estava prestes a entrar na oitava série - também nas férias - encarando o verão e suas tempestades como portais. A cada pé d’água, um passo à frente. Sol da tarde pela janela, nintendo 64 desligado, TOP 20 MTV rolando e meu CD do Unplugged da Alanis (tinha acabado de ganhar) me olhando.

Naquela época (que nem hoje. HA!) meus dias eram feitos de sonhos. Que privilégio ter pais que permitam isso: você se cercar dos mais lindos sonhos. É poder  ter um jardim de cristais no seu quarto – devidamente energizados em dias de lua cheia - em meio a todos os objetos do flamengo pertencentes ao seu irmão. É ter uma cidade de gnomos, um espantalho feito a partir de uma vassoura – um guardião; ou simplesmente compor musiquinhas num violino depois das 23:00.

Minhas noites eram embaladas pelo taco do chão acendendo em sons enquanto eu ia pegar trakinas de morango, meu fiel companheiro de ouvir rádio de madrugada. Que gostoso, não saber que música vai tocar, que delícia não ter hora pra acordar. Meu abajur rodava com o ar quente da lâmpada, fazendo imagens girar pelas paredes. Meu teto tinha estrelas fluorescentes e meus lençóis sempre estavam limpos, cheirando a amaciante misturado com o mantra ano que vem tudo será novo. Promessa de não-dor, desejo de mais sorrisos e menos medo de quem poderia me notar naquela escola.

O medo ainda não ia embora, ainda bem que eu não sabia de antemão. E aquele ano foi um empurrão tenso, mas com o gosto da descoberta e da antecipação de novos ares. Um novo eu à espreita, esperando o dia certeiro em que meu corpo seria tomado e pronto: tudo em seu novo lugar. A gente sempre acha que não vai mais cometer erros, como quem pensa que uma casa não vai ficar empoeirada. Isso até a gente ter que pegar a vassoura, eu imagino. Esse misto de medo e desejo é único. Não sei quando sinto esse gosto de novo.

Há 18 anos essa antecipação era tão palpável quanto agora, mas eles estavam lá em casa, meu pai e minha mãe. Meu sol e minha lua, meus anjos que sabem menos do que deveriam sobre meu amor graças às minhas horríveis habilidades sociais dentro de círculos mais íntimos. Eu sou todinho minha mãe: pele, olhos, cabelo, boca. Meu sangue é todo Meirelles, minha alma também. Sempre bati no peito para dizer isso, quase celebrando a ausência dos olhos azuis do meu pai, que sempre foi tão intenso. Eu tinha orgulho de ser calmo, tranquilo, quietinho - que piada. Mal sabíamos que o traço mais marcante dele era invisível! Nunca foram seus olhos, mas seu gênio de fogo, rompendo a água pisciana em momentos inesperados; quem diria que tal atributo desabrocharia em mim no ano de 2017, na forma de voz alta e palavrões que mal consigo controlar. Ái, pai. Ái, mãe. Como eu sou vocês; que honra vestir vocês como uma armadura.

Não, eles não morreram. Digo, talvez só um pouquinho - que nem eu - agora que as coisas estão todas fechadas no quarto ao lado, com meus diários e livros (como eu tenho livros!) e minhas coisas (como tenho coisas!). Isso realmente está acontecendo.

Hoje essa antecipação da qual falo é diferente. Eu estou prestes a voar. Estou correndo pela pista de decolagem de asa-deltas, prestes a simplesmente pular, sem apoios muito visíveis, sentindo a vida mais real de um lugar que nunca vi, só ouvi falar.

Tudo em seu lugar, mas que lugar é esse? Vou descobrir.

E o álbum da Alanis segue aqui no Spotify.